Sinto inveja do sol, pois todos os
dias te banha com tal calor e é iluminado pela tua beleza.
Sinto pena da lua, pois a cada
mês, por apenas 7 dias, pode te contemplar em sua plenitude.
Agradeço aos deuses de nunca
terem posto os olhos em ti, pois, mesmo em minha pequenez, lutaria até minhas
ultimas forças contra eles para continuar ao teu lado.
Mas também tenho pena deles, pois
nunca ão de se perder por entre tuas covas profundas e lindas que somente sem óculos
e a centímetros de distancia pode-se apreciar a total plenitude delas.
Não te admires de nenhum desses versos nem de qualquer palavra bonita, porque nenhum deles a mim me pertencem, afinal o oleiro pertence
ao barro? Não é, pois o oleiro que da forma ao barro?
Da mesma forma são estas palavras
que a mim não me pertence, mas sim a minha fonte de inspiração, ao meu único amor.
Recebe-as mesmo que em nada elas façam por a ti merecer.
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